Belmonte - Comentários Críticos

Criou o personagem “Juca Pato” na “Folha da Noite, boneco de grande sucesso em São Paulo e que passou a batizar lojas e produtos, durante mais de vinte anos. Fez charges políticas, combatendo, sobretudo, o nazismo e o fascismo. Chegando ao Rio de Janeiro foi colaborador no “D. Quixote” e, posteriormente, no “Careta”, no “O Malho”, no “Fon-Fon”, no “Cruzeiro” e na “Revista da Semana”. Mas Belmonte era, mais do que um caricaturista, um intelectual, redator de crônicas de alto sentido político e social em jornais paulistas. Belmonte faleceu em sua cidade, a 19 de abril de 1947. 

In: (TIGRE, B. Reminiscências- a alegre roda da Colombo e algumas figuras do tempo de antigamente. DF: Thesauros, 1992. P.213). 


Naquele período de três anos e de 160 números d’A Gazetinha, Belmonte produziu 206 páginas de ilustrações, quadrinhos, incluindo-se este total as 50 cartas enigmáticas, de meia página em geral. (...) Foram 26 páginas de ilustrações, entre as quais 5 dos magníficos cromos das Lendas Brasileiras, todas com textos explicativos e 21 sobre eventos anuais diversos, datas cívicas, festas populares e religiosas, acompanhados de legendas ou em forma de charge; e, finalmente, as 130 páginas de Histórias em Quadrinhos (...) 

In: (CAGNIN, A. L. Os Quadrinhos de Belmonte. Phenix. São Paulo: CLUCO, 1997 P. 16).
 

A versatilidade de Belmonte fez com que transitasse em vários gêneros como ilustrações em revistas, álbuns, almanaques e livros – desde infantis como “História do Brasil para Crianças” aos de antropologia “Povos e Trajes da América Latina” de Egon Schaden. De sua amizade com Monteiro Lobato resultou a ilustração dos livros da Coleção do Sítio do Pica Pau Amarelo (Emília no País da Gramática (1934), Aritmética da Emília (1935), Memórias da Emília (1936) e o Poço do Visconde (1937).


Nas Histórias em Quadrinhos, enquanto colaborador d’ A Gazetinha, seu estilo ia de acordo com a época em que publicava, com temática simples, focalizando as aventuras de Paulino e Albina. “Tudo naquela época estava dentro dos princípios pedagógicos e filosóficos de então, expressos também no primeiro número d’A Gazetinha, visando dar à criança, esperança da Pátria, uma leitura sadia, que ao mesmo tempo, instruísse e divertisse, formando-a nos bons princípios. 

In: (CAGNIN, A. L. Os Quadrinhos de Belmonte. Phenix. São Paulo: CLUCO, 1997 P. 16. Apud. ADAMI, Antonio & MARQUES, J. (ORGs) São Paulo na Idade Mídia São Paulo: Arte e Ciência Editora, 2004. P. 321.)